quinta-feira, 29 de julho de 2010

Confissões de diário I

Ele estava estranho, ela tinha percebido. Mas por que? O que ela tinha feito?
Ela sentou na cama e ligou o computador, queria se distrair. Não conseguia pensar em outra coisa. Uma vontade inexplicável de ligar para ele tomou conta dela.
Ela ligou e teve a certeza de que havia algo de errado. Ele afirmou que não, que estava apenas com sono e desligou.
Tristeza.
Uma onda de solidão e remorço tomou conta dela. O que ela podia fazer? A resposta era bem simples: nada. Decidiu esquecer isso um pouco e então continuou o que estava fazendo antes.
De repente ela sente seu celular vibrar no bolso do casaco que ela estava usando. Ela tira o celular e lê o aviso de uma nova mensagem. Era dele. O que seria?
"Por favor me esqueça. Pare de me ligar e tudo mais."
Ela não acreditava no que estava lendo. Como poderia? Por que ele faria isso?
Mas nada, nenhuma resposta veio em sua mente. Ela estava magoada, ferida. Ela não se sentia amada, e sim rejeitada.
Ela não confia mais no amor.

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