quinta-feira, 3 de junho de 2010

Soneto XV

DE HÁ muito tempo a terra te conhece:
és compacta como o pão ou a madeira,
és corpo, cacho de segura substância,
tens peso de acácia, de legume dourado.

Sei que existes não só porque teus olhos voam
e dão luz às coisas como janela aberta,
mas porque de barro te fizeram e cozeram
no Chile, num forno de adobe estupefato.

Os seres se derramam como ar ou água ou frio e
vagos são, se apagam ao contato do tempo,
como se antes de mortos fossem fragmentados.

Tu cairás comigo como pedra na tumba
e assim por nosso amor que não foi consumido
continuará vivendo conosco a terra.
(Pablo Neruda)

Comme des Enfants

Alors tu vois, comme tout se mele
Et du coeur a tes levres, je deviens un casse-tête
Ton rire me crit, de te lacher
Avant de perdre prise, et d'abandonner
Car je ne t'en demanderai jamais autant
Déja que tu me traites, comme un grand enfant
Nous avons trop rien, a risquer
A part nos vies qu'on laisse de coté

Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort

C'en est assez de ces dédoublements
C'est plus dure à faire, qu'autrement
Car sans rire c'est plus facile de rêver

A ce qu'on ne pourra, jamais plus toucher
On se prend la main, comme des enfants
Le bonheur aux lèvres, un peu naivement
Et on marche ensemble, d'un pas décidé

Alors que nos têtes nous crient de tout arrêter

Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort

Encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort

Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort
Malgré sa il, m'aime encore, et moi je t'aime un plus fort
Mais il m'aime encore, et moi je t'aime un peu plus fort

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Soneto III

Áspero amor, violeta coroada de espinhos,

cipoal entre tantas paixões eriçado,

lança das dores, corola da cólera,

por que caminhos e como te dirigiste a minha alma?

Por que precipitaste teu fogo doloroso,

de repente, entre as folhas frias de meu caminho?

Quem te ensinou os passos que até mim te levaram?

Que flor, que pedra, que fumaça, mostraram minha morada?

O certo é que tremeu a noite pavorosa,

a aurora encheu todas as taças com seu vinho

e o sol estabeleceu sua presença celeste,

enquanto o cruel amor sem trégua me cercava,

até que lacerando-me com espadas e espinhos

abriu no coração um caminho quimante.

(Pablo Neruda)


pra quem quiser: http://teiadosamigos.com.br/neruda/pablo_neruda.html

Soneto II

AMOR, quantos caminhos até chegar a um beijo,

que solidão errante até tua companhia!

Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.

Em Taltal não amanhece ainda a primavera.

Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,

juntos desde a roupa às raízes,

juntos de outono, de água, de quadris,

até ser só tu, só eu juntos.

Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,

a desembocadura da água de Boroa,

pensar que separados por trens e nações

tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos,

com todos confundidos, com homens e mulheres,

com a terra que implanta e educa os cravos.

(Pablo Neruda)

do livro: Cem Sonetos de Amor

Poesias, poesias

A Dança
Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
Ou flecha de cravos que propagam fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e
Leva dentro de si, oculta, a luz daquelas flores.
E graças a teu amor, vive oculto em meu
Corpo o apertado aroma que ascende da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde.
Te amo diretamente sem problemas nem orgulho;
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim, deste modo, em que não sou nem és.
Tão perto de tua mão sobre meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma manhã de poesias

Hoje a professora de Literatura faltou, então fui com minha amiga Cacau para a biblioteca. Ela foi estudar Japonês.Eu fui ler poesia. Procurei algum livro que chamasse minha atenção. Ao ler, alguns trechos me chamaram atenção:

"Ao longe, alguém canta. Ao longe. Minha alma não se contenta com tê-la perdido. Como para aproximá-la o meu olhar a procura. Meu coração a procura, e ela não está comigo."

"Já não se encantarão meus olhos nos teus olhos, já não se adoçará junto a ti a minha dor. Mas para onde vá, levarei o teu olhar e para onde caminhes levarás a minha dor. Fui teu, foste minha. O que mais? Juntos fizemos uma curva na rota por onde o amor passou. Fui teu, foste minha. Tu serás daquele que te ame, daquele que te corte na tua chácara o que semeei eu."

"E os teus desejos ferventes vão
Batendo asas na irrealidade...
O que tu chamas tua paixão,
É tão-somente curiosidade"

"E nesses versos de angústia rouca

Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre."

"Assim eu queria o meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples menos intencionais.
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação"

Bem, é isso, espero que tenham gostado.. Ah, to namorando e to feliz, rs.
Só um detalhe.